domingo, 26 de junho de 2016

Rótulos Sociais: Liberte-se! - Parte II







Olaaaaaaá!


Hoje eu estou com uma senhora animação! Provavelmente na próxima semana vou explicar o motivo... Mas enquanto isso... O assunto da semana passada dá muito pano pra manga. Então, vamos continuar a falar... no último post falei do quanto os rótulos nos limitam. Alguns deles são tão antigos, e estão tão enraizados que parecem ser comuns, e não percebemos o quanto nos fazem mal. Ás vezes nem percebemos que são rótulos,
Você já pensou no que faria se você não fosse negro? Ou se não fosse branco?  E se eu te dissesse que você não é? Quem disse que a cor da sua pele é diferente? E se o seu cabelo não for cacheado? E se for só cabelo? Como qualquer outro? Tudo bem que existe realmente a diferença. Mas existem diferenças mesmo entre os brancos. Os negros tem tons e texturas de pele diferentes. Existem muitos tipos de cabelo diferente. Então porque separar em brancos e negros, cacheado e liso?
O fato de termos que rotular a nossa pele, o nosso cabelo, ou cultura, acaba criando a ideia de hierarquia. Um grupo melhor que o outro. Mas, na verdade, nós não somos diferentes. Nascemos diferente, todos nascem diferentes. Porque precisamos identificar essas diferenças? Certo dia, de certo na sua infância, alguém te disse que você era negro.  E se não te dissessem? O que você seria? Faria diferença?! Por acaso você agiria diferente se tivesse outra cor de pele, ou outro cabelo? Não, não faria diferença alguma. Por que você não é negro! Você não é branco! Você não é índio. Você é um ser humano, eu sou um ser humano. Todos nós somos exatamente iguais. Então porque nos dividimos. A cor da minha pele não me faz diferente de você. O meu cabelo não é diferente do seu.
Abrir os olhos para isso nos faz mudar muitos dos nossos conceitos. Talvez depois de pensar nisso você mude sua maneira de encarar as coisas. E da próxima vez que alguém te perguntar porque você não alisa seu cabelo, ao invés de enumerar os motivos pelos quais você não pretende alisar, você simplesmente vai pensar: que diferença faz?
Poxa... Eu não sou tão diferente de você assim. O meu cabelo não me faz diferente de você. Talvez assumir o meu cabelo cacheado tenha uma carga emocional muito forte, mas eu não preciso ficar explicando isso por aí. Porque eu não sou diferente só porque tenho o cabelo assim. É só cabelo. O que importa realmente não é a aparência dele, é como eu me sinto com ele. É como eu e sinto ao meu respeito. Não é o meu corpo, não é a minha pele. É como eu me sinto. É sobre ser feliz ou não consig mesmo.
Então, vai até o espelho agora. Como você se vê? Branca, ou negra? Cacheada ou lisa? Loira, morena, ruiva? Gorda, magra? Alta demais? Baixa demais? E se você não fosse nada disso? Que diferença faria? E se você fosse exatamente como queria? O que isso mudaria? Eu te respondo... Não mudaria.

Acho que é só isso que tenho pra dizer. Espero que pensem um pouco a respeito. Liberte-se!

Beijos
Leh