domingo, 4 de setembro de 2016

Stop Racism at Pretoria Girls High

Olá Cacheadas!





Tudo bem? Se você leu o título do post e não sabe do que se trata, deixa eu te colocar a par da situação. Na última terça-feira, 30, garotas se reuniram para manifestar em frente ao Pretoria Girls High School. O estabelecimento foi fundado em 1902, mas era inicialmente frequentado só por garotas brancas, isso até 1991, quando as primeiras garotas negras ingressaram na escola, devido ao apartheid, que institucionalizava a segregação racial. O código de conduta da escola prevê regras para as vestimentas, e se estende ao cabelo das alunas. O código diz que o penteado deve ser arrumado, e conservador, o que, na prática exclui o black power, e as tranças comuns a cultura afro. 





Esse tipo de atitude das escolas é comum em países com forte miscigenação como é o caso do Brasil, é triste saber que acontece também em países de maioria negra. Nos últimos anos temos convivido com um preconceito mascarado. Os negros finalmente podiam ser respeitados, desde que alisassem os cabelos, no caso das mulheres, ou cortassem baixinho, no caso dos homem. Negros podem estar na moda, basta que se vistam conforme padrões europeus de moda. É como se nos dissessem, tudo bem você ser negro, desde que tente se parecer com os brancos. A luta pela inclusão continua. Nossas bisavós lutaram pelo fim da escravidão, nossas avós para sobreviver entre os brancos. Nossas mães lutaram pelo espaço no mercado de trabalho. E hoje, nós lutamos pelo direito de sermos nós mesmos. Não queremos apenas viver entre eles, não apenas ter os mesmos direitos, queremos ser respeitadas do jeito que somos. Crianças não deveriam lutar por isso, escolas não deveriam discriminar. Lutamos hoje para que nossos filhos e filhas cresçam com o direito de serem exatamente o que são, para que jamais precisem se adequar a um padrão imposto por quem quer que seja.



Imagine acordar, olhar no espelho, se achar linda, ir até a escola e ouvir daqueles que deveriam servir de influência, que você não se encaixa nos padrões da escola, que você deve se "adequar", e que pra isso, você vai ter que deixar para trás aquela garota linda que viu no espelho pela manhã. Imaginou? Pense no quanto uma garota pode odiar a si mesma, simplesmente por ter nascido "fora dos padrões", quando na verdade ela nasceu exatamente igual a maioria das outras garotas. Mesmo assim, insistem em dizer que ela é "diferente". Esses padrões não são saudáveis sob nenhum ponto de vista. Isso precisa acabar.